4 de maio de 2005

pedras brutas

Sobre o que esta' escrito aqui, outro dos meus blogs preferidos. Infelizmente, desta vez passaram-se. Mas qual é o problema de construir em pedra bruta? E em que medida é que isso é sintoma'tico do nosso atraso cro'nico? Edificios com a expressao arquitectonica das Se's da Guarda, E'vora e Coimbra, so' para dizer tres, nao se encontram em mais lado nenhum do Mundo. Para ja', construir em pedra bruta é muito mais complicado do que empilhar tijolo sobre tijolo (como se fazia em Roma, ja' que a pedra bruta ou era muito ma', como o tufo vulcanico, ou era muito boa, como o travertino e assim nao eram usadas para segurar o edificio). E' verdade que a nossa arquitectura medieval é normalmente feita com materiais rudes, nao de mosaicos dourados. E depois? Se isso fosse condiçao necessaria e suficiente para termos bons edificios entao no sec XVIII eramos o pai's mais avançado da Europa (quando dignifca'mos as nossas rudes igrejas romanicas atafulhando-as de talha dourada).
O atraso cronico portugues existe sem duvida, mas tentar transpor para a arte aquilo que verdadeiramente se passa na economia é que me parece errado. Obviamente que as duas coisas estao ligadas, mas felizmente nao dependem inteiramente uma da outra, e disso podem-se dar milhares de exemplos - alia's a se ha' coisa dependente da economia é o negocio da arte contemporanea, e nisso Portugal tambem nao esta' assim tao atrasado...

1 comentário:

jcd disse...

Pronto! Calei-me. Já cá não está quem falou. E obrigado pela explicação.